sábado, 20 de janeiro de 2018

Notícia - A groselha


A Bagas de Portugal C.R.L. é uma cooperativa de produtores de pequenos frutos. Fundada em janeiro de 2016, tem a sua sede em Sever do Vouga, muito embora os seus cooperadores sejam oriundos de todo o Portugal continental. Esta cooperativa pauta a sua ação pela intervenção em todas as fases de produção, do planeamento à comercialização/ transformação.

Só neste pressuposto é possível dar a conhecer uma opinião produtor/ comercializador, na qual se abordam os dois lados que comunicam frequentemente com um só objetivo: produzir fruta de qualidade.

As plantas de groselha atingem entre 1 e 2 m de altura, podem produzir 3-4 kg por planta, mas só uma parte dessa produção é considerada apta para a comercialização em fresco.

Da experiência com os nossos produtores de groselha, verificamos que esse valor pode chegar aos 50%. A colocação de redes de proteção anti-pássaros também contribui para baixar a temperatura no pomar. Sabemos que temperaturas superiores a 30° danificam as folhas e, consequentemente prejudicam a produção, tanto em qualidade como em quantidade.

A comercialização assenta na qualidade e quantidade da fruta produzida e na estratégia de mercado. Antes de mais, é preciso produzir cachos de groselha com mais bagos, de melhor calibre e o mais cedo possível. É ainda essencial articular o transporte do campo até à prateleira do supermercado, para que se consiga manter a qualidade produzida em campo.

Como não produzimos quantidades muito elevadas de fruta e pretendemos a comercialização no exterior, temos de escolher os mercados preferenciais e quais os nossos parceiros.

Temos, também, de diferenciar a nossa fruta através da sua precocidade, da produção com cobertura e a produção em método biológico, garantindo melhor preço unitário e mais garantia de escoamento.

Formação dos produtores para que consigam o aumento do calibre através de métodos culturais: poda e fertilização adequada. É também importante combater pragas como os pássaros pois retiram alguns bagos do cacho, prejudicando o produto final.

Cobertura dos pomares que antecipa as datas de produção e combate fenómenos meteorológicos como o excesso de água e granizo, entre outros. Higiene dos pomares. Controlar os hospedeiros para determinadas doenças através da plantação, tal como na vinha, de roseiras que antecipam os sintomas do aparecimento de determinadas doenças, o que nos permite um combate preventivo mais eficaz.

Método de produção biológico. É mais exigente na qualificação dos produtores e tem uma menor produção por planta, mas permite maior retorno económico desde que haja um bom planeamento do pomar, da poda e operações culturais, o que permitirá melhorar a sanidade do pomar e aumentar o calibre e o grau Brix.

Informação retirada daqui

Notícia - Saúde no século XXI: uma revolução na alimentação impõe-se


O homem atual é, em termos genéticos (99,9%), praticamente idêntico ao homem primitivo (caçador e recoletor) e, como tal, a sua fisiologia, nomeadamente o seu metabolismo, é a mesma.

O homem primitivo, caçador e recolector de alimentos, alimentava-se, como omnívoro, de produtos animais (carne de caça, pescado, ovos) e de produtos vegetais (folhas, raízes, frutas da estação). Há cerca de dez mil anos, quando começou a dedicar-se à agricultura (revolução agrária), com o “cultivo de plantas e domesticação de animais”, iniciou o consumo de novos alimentos, como cereais, leguminosas e leite de outras espécies animais, possivelmente desconhecidos ou raramente consumidos até então.

Tratou-se possivelmente da primeira grande revolução alimentar: dieta agrária. Os cereais e as leguminosas passaram a ser alimentos básicos e, mesmo presentemente, para a maioria dos médicos e nutricionistas, são considerados alimentos de elevado valor nutricional, nomeadamente quando completos/integrais (boa fonte de energia, proteína, fibra, vitaminas minerais, fitoquímicos) ao contrário da opinião dos investigadores da relativamente recente escola da dieta paleolítica, que defendem que os alimentos a consumir deverão estar de acordo com as características programadas no genoma (ADN) de origem do homem primitivo.

Assim, talvez, não será por pura coincidência que atualmente muito mais pessoas do que se pensa são “sensíveis” ao “glúten” (tipo de proteína resultante da associação de duas outras proteínas (gliadina e glutenina) presente nos cereais (trigo, aveia, cevada…) e dai possivelmente a justificação da presença nos rótulos das embalagens de certos produtos alimentares da designação “ausência de glúten” para pessoas com doença celíaca (doença alérgica traduzida por uma má absorção de nutrientes por lesão ao nível do intestino delgado, com todas as suas consequências).

Há cientistas que acreditam que o glúten dos cereais afeta a saúde das pessoas, mesmo sem sintomas típicos da doença celíaca. Uma segunda família de proteínas dos cereais e leguminosas, as lectinas, podem também afetar negativamente os intestinos, lesando as vilosidades intestinais, interferindo na reabsorção de nutrientes (anti-nutrientes). A possível participação na artrite reumatóide e em certas doenças auto imunes torna ainda mais complexa a problemática do consumo dos cereais e leguminosas que são genericamente aceites como alimentos de excelência, nomeadamente o cereal trigo quando integral. Uma outra substância que está presente em quantidades elevadas nos cereais e leguminosas é o ácido fítico que “adere” aos minerais, cálcio, ferro, zinco e magnésio presentes nas sementes, tornando-os não absorvíveis…

Como se depreende, a matéria é altamente complexa e discutível, mas o facto é que existe…

No campo do leite, o problema não será muito diferente. O leite materno é o melhor e único alimento completo para bebés nos primeiros meses de vida e o não aproveitamento desse dom da natureza paga-se caro.

A frequência com que a amamentação é mínima (escassos dias) devido aos mais variados motivos, destacando-se a má informação, é de lamentar.

O marketing feito nos últimos anos à volta do leite como alimento de excelência para a prevenção da osteoporose (doença associada à falta de cálcio nos ossos predispondo a fraturas) é lastimável.

Acontece que o homem é o único mamífero que consome leite depois de desmamado e, nos animais como a vaca, o hipopótamo, o elefante, enfim, todos mamíferos, mas herbívoros, os ossos suportam centenas e milhares de quilos.

Curiosamente, países com maior ingestão de cálcio de origem láctea tendem a ter mais, não menos, fraturas da anca (E.U.A, Nova Zelândia, Suécia…) e mais comentários poderiam ser feitos sobre a matéria. A intolerância à lactose do leite é um problema que afeta cerca de 70 a 75% da população mundial, principalmente a de origem asiática e africana, que é incapaz de digerir o leite por carência do enzima digestivo láctase, que, fisiologicamente, após o desmame ou pouco depois, deixa de ser fabricado pelo organismo.

O facto de o leite e os laticínios serem produtos agradáveis e aceites como um bom alimento para muitas pessoas é uma coisa, mas afirmar que o seu consumo deverá ser incrementado como preventivo da osteoporose já é outra.

A produção de leite de vaca é, nas últimas décadas, uma atividade empresarial da agricultura, assente basicamente no modelo de produção intensivo-industrial e, como tal, está inserida numa economia de mercado.

O leite que se bebe é uma mistura de largos milhares de litros de explorações diversas e sabe-se que a presença de anti-infeciosos (antibióticos para tratamento de infeções das glândulas mamárias) é frequente, para não se falar da hormona de crescimento utilizada como estimulante de uma maior produção, como se depreende da leitura nas embalagens de certas marcas no E.U.A. (este leite não contém hormona de crescimento).

No campo das carnes o problema também é complexo. A carne de outrora era basicamente proveniente de animais de pastoreio, pouco gorda, equilibrada em ácidos gordos polinsaturados ómega 6 e 3, oriunda dos pastos e com ausência de substâncias tóxicas de origem ambiental.

Nas décadas recentes, a integração das empresas agrícolas na economia de mercado “obrigou” a que a produção de carnes, por exemplo a de bovino, seja feita pelo modo de produção intensivo, em que uma boa parte da engorda é na maioria das vezes feita contra natura, isto é: os animais estão confinados e alimentados frequentemente com rações à base do cereal milho e subprodutos da industrialização (bagaços de soja…), alimentos não consumidos pelos seus homólogos “selvagens” e cada vez mais de origem transgénica e sob a influência de hormonas anabolizantes - sintéticas ou não - antibióticos, etc.

Como consequência, o teor em gordura saturada das carnes da produção animal intensiva é muito superior ao das carnes de animais de pastoreio contendo uma percentagem muito mais elevada de ácidos gordos ómega 6 em relação aos ómega 3, com destaque para o ácido araquidónico (ácido gordo ómega 6 fabricado no organismo animal a partir de ómega 6 alimentar) e a muito provável presença de hormonas anabolizantes e anti-infeciosos.

O ácido alfa-linolénico, (molécula” mãe” da família dos ácidos gordos ómega 3, presente nas folhas verdes, nas nozes, na pera abacate, nos peixes gordos) e o ácido linoleico, (molécula ”mãe” da família dos ácidos gordos ómega 6, presentes no pasto, milho, soja, amendoim e respetivos óleos), são ácidos gordos essenciais (o organismo não é capaz de os fabricar) em que uma das suas funções é a de constituírem respetivamente as matérias primas de construção de substâncias anti-inflamatórias e pró-inflamatórias do organismo.

Informação retirada daqui

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Notícia - Azeite do Alentejo à prova na Semana Verde de Berlim


O Azeite do Alentejo vai dar a conhecer-se aos consumidores alemães, entre 19 e 28 de janeiro, na Semana Verde de Berlim, uma das mais importantes feiras internacionais dedicadas à alimentação e agricultura, que se realiza há 83 anos na capital alemã.

O evento junta mais de 1600 empresas e organizações, que se prepararam para mostrar mais de 100 mil produtos alimentares de todo o mundo.

Esta é a primeira vez que o CEPAAL – Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo – marca presença na Semana Verde de Berlim.

Estará no Hall 7.2c, stand nº 109, integrado no stand coletivo da InovCluster – Associação do Cluster Agroindustrial do Centro.

Esta ação de promoção na Semana Verde é organizada no âmbito do projeto de “Promoção do Azeite do Alentejo nos Mercados Externos”, com o qual o CEPAAL pretende reforçar a sua estratégia de promoção externa e dar a conhecer o Azeite do Alentejo e as empresas produtoras a novos mercados.

O objetivo é contribuir para o aumento das exportações, dar visibilidade coletiva a este produto, dinamizar a economia da região e conferir maior competitividade ao setor.

O projeto “Promoção do Azeite do Alentejo nos Mercados Externos” é cofinanciado pelo Alentejo 2020, no âmbito do Programa Operacional Regional do Alentejo. O investimento total é de 320.682 euros, dos quais 256.546 euros são provenientes do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Informação retirada daqui

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Notícia - Santarém: Culturas Agroindustriais em debate


Este evento, de âmbito nacional, «irá constituir um amplo fórum de debate e de troca de experiências, com todos os agentes da fileira agroindustrial, e possibilitará um forte estímulo ao desenvolvimento da agricultura do nosso País», salienta a organização.

Os temas a abordar no evento «inserem-se numa época em que, para além da forte competitividade dos mercados e da desvalorização dos produtos agrícolas, são também ordem do dia as questões ligadas à segurança alimentar e à inovação dos produtos alimentares, em busca de produtos mais saudáveis, nutritivos e funcionais», acrescentam os organizadores.

Destacamos alguns temas em debate:

- Modelos preditivos para os inimigos chave da couve-brócolo no âmbito do projeto Safebrócolo

- Amendoim Nacional - oportunidades e desafios

- NEC CropScope: Solução tecnológica para otimização da produção de Tomate-Indústria

- Novos Desafios na Proteção Fitossanitária

- AsfertGlobal: All-Grip - biofertilizante solubilizador de fósforo

Syngenta: Nova solução inseticida

- A Certificação Global G.A.P. em culturas agroindustriais

- Certificação nas agroindústrias: tendências e desafios

- A Segurança dos alimentos em Portugal

- As exigências dos mercados face aos consumidores

- O que está a mudar na mesa portuguesa?

- Pedir o produto pelo nome. uma marca que fica, um valor que soma

- Financiamento do investimento agroindustrial: situação atual e expectativas.

O Simpósio é organizado pela Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal (SCAP), a Associação Portuguesa de Horticultura (APH) e as entidades associadas ao evento: FNOP (Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutos e Hortícolas) e COTHN (Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional).

Informação retirada daqui

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

sábado, 2 de dezembro de 2017

Notícia - Indústria da Pastelaria em destaque na TecnoAlimentar 13


Novas apostas, conceitos inovadores, preços acessíveis e novas tecnologias de suporte à confeção e produção dos produtos marcam, sem dúvida, a pastelaria nacional atualmente.
O setor da pastelaria, a par da panificação industrial, cresceu 2,4% em 2016. Relativamente ao comércio externo, as exportações atingiram 205 milhões de euros no ano passado, mais 9% do que no ano anterior, com Espanha a constituir o principal destino das vendas.
Resta saber que números teremos no final de 2017. A avaliar pelo crescimento sustentado, antecipa-se um ano de melhoria nas vendas e nas exportações. Neste dossier damos a conhecer os números mais recentes e alguns casos de empresas que são decisivas no setor e contribuem, em muito, para o crescimento nesta área.
José Francisco Silva, presidente da ACIP – Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares, concede-nos uma entrevista onde é claro: «as pastelarias têm de ser espaços de alimentação superinteligente».
A listeriose é uma doença causada pelo consumo de alimentos contaminados por Listeria monocytogenes, bactéria à qual os indivíduos imunocomprometidos (crianças, grá- vidas, idosos e doentes crónicos entre outros) devem estar particularmente atentos. Saiba mais sobre esta doença num artigo sobre o tema.
“Cereais e Alimentos à base de cereais - a ASAE no controlo de matérias-primas e produto final”. Assim se intitula o habitual artigo da ASAE na edição 13 da TecnoAlimentar.
“O impacto do processamento culinário na qualidade organoléptica e nutricional do feijão”, o “interesse nutricional de variedades de pão com elevado teor em amido resistente” e a “produção do frio num supermercado” são outros artigos científicos e técnicos que pode contar nesta edição.
A Merlett assume-se como líder europeu no mercado das mangueiras de materiais plásticos, destinadas aos setores industriais técnicos, agricultura, indústria alimentar, construção, entre outros. Alberto Regatero Garcia, Diretor Geral da Merlett Ibérica, em entrevista, fala da marca, do seu posicionamento e do futuro, sempre com o cliente em primeiro lugar.
O mercado de produtos sem glúten é outro dos temas em destaque.
Estes e outros temas para ler na próxima edição n.º 13 da TecnoAlimentar.

Informação retirada daqui